O Google liberou em 13 de outubro o Gemini 4 Argon para desenvolvedores e empresas, depois de algumas semanas em prévia restrita. O modelo, identificado na API como gemini-4-argon, está no AI Studio, no Android Studio e no Google Antigravity, o ambiente de programação com agentes da empresa. Para o público em geral, aparece no app Gemini e no Modo IA da Busca para assinantes dos planos Pro e Ultra.
O número que mais interessa a quem programa é a janela de contexto: cerca de 1 milhão de tokens, compartilhada entre entrada, raciocínio e resposta. Na prática, cabe um repositório médio inteiro, uma pilha de documentação ou horas de log numa única chamada. O Google vende o Argon menos como chat e mais como motor de agentes: planejar uma funcionalidade, escrever o código, executar e corrigir os próprios erros.
Quanto custa e o que muda em dezembro
O preço de lançamento é de US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 10 por milhão de saída, válido até 30 de novembro. A partir de 1º de dezembro, dobra para US$ 4 e US$ 20. Quem for testar agora deve medir o custo com a tabela nova, para não montar um produto que só fecha a conta no preço promocional. Cache de contexto e respostas mais curtas são as alavancas mais simples para economizar.
Para pequenos negócios, a pergunta certa não é “qual o modelo mais inteligente”, e sim “qual tarefa repetitiva ele resolve com custo previsível”. Ler notas fiscais, classificar chamados de suporte e gerar relatórios a partir de planilhas são bons pontos de partida. Comece com volume pequeno, registre o gasto por tarefa e só depois automatize em escala.
Fontes: Tech Insider: disponibilidade e acesso · PricePerToken: preço e contexto · Toolhalla: preço promocional e padrão