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A Motorola começou nesta quinta-feira (5) a pré-venda do Signature 27 no Brasil. É o celular mais caro e mais completo que a marca já lançou por aqui: R$ 10.999 na versão de 256 GB e R$ 11.999 na de 512 GB, no site oficial da fabricante.
O aparelho foi apresentado lá fora em setembro e sucede o primeiro Signature, lançado no Brasil em março. Nos Estados Unidos, ele custa US$ 1.599 e só entra em pré-venda no dia 19 de novembro, ou seja, o Brasil recebeu antes.
O que ele traz
O Signature 27 é o primeiro celular com o Snapdragon 8 Elite Extreme Gen 6, o novo processador topo de linha da Qualcomm. A fabricante fala em até 44% mais desempenho gráfico e 35% mais velocidade em tarefas de inteligência artificial em relação à geração anterior.
- Câmeras: principal de 50 MP com sensor Sony LYTIA L910, teleobjetiva periscópica de 200 MP com zoom óptico de 3x, ultrawide de 50 MP e frontal de 50 MP. Grava em até 8K com Dolby Vision.
- Tela: 6,8 polegadas com dois painéis OLED empilhados, resolução 1,5K e pico de 12.000 nits de brilho, segundo a Motorola, o maior do mercado.
- Bateria: 7.000 mAh de silício-carbono, carregamento de 90 W com carregador na caixa e 50 W sem fio, este com carregador vendido à parte.
- Resistência: certificações IP68, IP69 e IP69K, além de testes da norma militar MIL-STD-810H.
- Suporte: sete atualizações do Android e sete anos de atualizações de segurança.
Há ainda um detalhe que chamou minha atenção: o Signature 27 será compatível com o GrapheneOS, um sistema baseado no Android com foco em privacidade. Os detalhes de como isso vai funcionar ainda não foram divulgados.
O que gostei
- Sete anos de atualizações
- Bateria grande com carregador de 90 W na caixa
- Conjunto de câmeras completo
O que não gostei
- Preço muito alto
- Sem ímãs Qi2
- Carregador sem fio vendido à parte
No áudio, os alto-falantes têm assinatura Bang & Olufsen, e o sistema traz recursos de IA do Google Gemini e do assistente próprio da Motorola, o Qira. As cores, desenvolvidas com a Pantone, são duas: um cinza-chumbo e um verde-floresta.
Por que isso importa
A Motorola sempre foi forte no intermediário, o celular de bom custo-benefício. Com o Signature 27, ela entra de vez na briga com o Galaxy S26 Ultra e o iPhone mais caro. Lá fora, o The Verge nota que o preço de US$ 1.599 é o mesmo do S26 Ultra de 512 GB e que a Samsung ainda oferece uma versão mais barata, de 256 GB.
O mesmo site também aponta um ponto fraco: não há ímãs Qi2 embutidos, então o carregamento sem fio de 50 W depende do carregador próprio da Motorola.
O que isso muda para você
Na minha opinião, os dois anúncios mais importantes não são a câmera de 200 MP nem o brilho da tela, e sim os sete anos de atualização e a compatibilidade com o GrapheneOS. Um celular de onze mil reais só faz sentido se durar, e sete anos de atualizações de segurança colocam a Motorola no mesmo patamar de Samsung e Google nesse quesito.
Para quem trabalha com o celular o dia inteiro, como vendedor, criador de conteúdo ou dono de loja que atende pelo WhatsApp, a bateria de 7.000 mAh com carga rápida na caixa é o argumento mais prático. A fabricante promete até 62 horas em uso misto, número que vale conferir nos testes independentes.
Agora, quem só quer um celular bom para o dia a dia não precisa de nada disso. O primeiro Signature e os modelos topo de linha do ano passado tendem a cair de preço com a chegada do novo, e entregam quase tudo por bem menos.
Meu conselho é não comprar na pré-venda. Espere as primeiras análises de bateria e câmera e, se der, a Black Friday: lançamento caro costuma ganhar desconto ainda nos primeiros meses.
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